quarta-feira, maio 31, 2006

Muita coisa aconteceu desde então...

Contextualizar tudo? Acho q naum. Estou num momento de introspecção com o mundo, com quem conheço e com quem desconheço.
A constante busca e as comparações inevitáveis não cessaram, sou eu em transmutação de pessoa e de humor.
A merda disso tudo é ter que ouvir coisas imbecis de pessoas imbecis.

É esfregarem na minha cara que eu não sou tão bom o quanto tento ser.
“Você escreve mau.”

É ter que engolir uma opinião de quem não me conhece e me persegue.
“Você queria ser igual a seus amigos, Você tenta ser igual a seus amigos”.
“Você é tenso no palco”.

Podem até achar que eu sou uma pessoa do tipo que não gosta de ouvir critícas. Não é isso, só não gosto de ouvir coisas que talvez seriam desnecessárias dizer. Coisas que são ditas somente para alfineta, magoar e ofender...

Política, econômia, TV, cinema, música, teatro, cidades... esses são alguns dos acontecimentos que me interei sobre...

Governo de SP negocia e PCC encerra rebeliões
O fim das rebeliões foi negociado entre representantes do Estado de São Paulo e o líder do PCC, Marcola. A Secretaria de Administração Penitenciária nega o acordo, confirmado em outras fontes


Exibição de "O Código Da Vinci" é suspensa em Estados da Índia

Masp faz acordo e Eletropaulo retoma fornecimento de energia

A peça BR3 pode suspender temporada antes do fim
A empresa TransRio não vai mais arcar com o patrocínio da montagem do Teatro da Vertigem cujo ‘palco’ é o Rio Tietê

Sharon Stone bate recorde em arrecadação para combate à Aids


RicardomaisqueVeríssimo

terça-feira, maio 09, 2006

Lembrado como um Santo


Hoje é um dia atípico na Fundação Cultural Cassiano Ricardo, dia do velório do Geraldão, funcionário da casa há anos, e de certa forma querido por todos.
Motivo? Infarto.
Ao chegar aqui, me deparei com uma movimentação diferente, sussurros pelos cantos, olhos vermelhos e comentários.
O comunicado era claro: Funcionários estão liberados para o velório ao contrário dos estagiários.

Este foi um dos motivos para eu permanecer no meu lugar, além é claro detestar velórios. Lembro-me nitidamente de todos que fui e não foram poucos. O mais marcante foi da minha avó. Mãe de 14 filhos, (cá entre nós, aja disposição) foi o que mais comoveu-me, pois eu era criança, chorei muito sem entender a causa daquilo tudo.

Só anos mais tarde vim a saber que aquela avó carinhosa, era bem radical com os filhos...enfim, ela não chegou a bater o recorde do meu avô.

O velhinho morreu aos 92 anos, até ali, modéstia parte viveu em plena saúde infernizando o resto da família. Quando se irritava, falava palavrões de alto nível e em verbetes irreconhecíveis, tinha tino comercial, barganhava relógios, e se preciso entrava numa briga. Para todos os efeitos a opinião dele era a que valia. Ai daquele que discordasse.
Lembro-me que nas poucas viagens juntos, quando chegava a noite, nós morríamos de medo, pois ele parecia um fantasma, andava com um pijama clássico, arrastava os chilenos e uma usava uma touca de Papai Noel, só que branca. Por ter apenas só 10% da visão, ele entrava de sopetão nos quartos, obviamente achando que era o seu.
Morreu xingando os médicos e sua empregada. A “Princesa” como ele a chamava. (era irônico e isso eu puxei do velho), Princesa por quê logo de manhã ela chegava, fazia meia dúzias de coisinhas e passava o resto do dia deitada assistindo TV. Contudo o que era interessante era a companhia que ela fazia ao meu avô...Era bem engraçado.
Durante os últimos anos de vida do meu avô, vim a saber que o velho, quando moço, batia na esposa e colocava os filhos abaixo de C...de minhoca, além de outras mazelas...

Segundo soube, Geraldão era sozinho, sem família e provavelmente ficaria com seqüelas. Para que sofrer o resto da vida sozinho?
Por isso acredito que a morte foi mais confortante para ele. Além de ser lembrado talvez como um Santo...e assim caminha a vida.

RicardomaisqueVeríssimo


sexta-feira, maio 05, 2006

Um dia para mim

Quero um dia somente com a minha companhia. Desconectar-me do mundo, sem internet, sem telefone celular, sem obrigações, sem meias palavras ou palavras atravessadas...

Quero sentir-me sedentário do acaso somente por um dia. Ver programas fúteis, não ter que pensar muito e comer, comer tudo o que eu quiser e tiver tempo.

Quero a casa quieta, escura com ar de outono, aqueles, com pantufas nos pés, moletom velho e cobertor de infância...

A única presença que aceito para dividir o sofá será minha mãe...E um belo copo de chocolate quente...

Quero adormecer e acordar de tardezinha, com cheiro de pipoca, ver pela janela o frio da noite que chega e o balançar das arvores...

Uma tarde em que no colo da minha mãe eu possa adormecer, adormecer e não mais acordar.

Quero um dia só pra mim...


RicardomaisqueVeríssimo

AS HORAS


Acordar/ Olhar no espelho/ Tomar banho/ Comer/ Bom dia no ponto de ônibus/ Trabalho/ Textos/ Amigos/ Jornais/ Leituras/ Risadas/ Papo no Blog/ Saudade/ Risadas/ Texto na tela/ Cheiro de Café preto/ Lembro da minha Mãe/ Sexta-Feira/ Fotos/ Pautas/ Trabalho/ Risadas/ Palhaçadas/ Amigos/ Chefe na TPM/ Agenda para final de Semana/ Café preto/ Sol no rosto/ Brisa no Corpo/ Verde/ Caminhada/ Asfalto/ Fim de tarde Urbana/ Carros/ Pessoas/ Estranhos/ Pensamentos jogados na Selva de Pedra/ Saudade/ Amigos/ Contatos/ Faculdade/ Van/ Noite Fria/ Risadas/ Amigos da Van/ Casa/ Mãe/ Banho/ Cama/ dormir...

Tudo isso em um dia...

Hj a sexta-feira é fria e quente, uma sensação que sinto somente no Outono.

É engraçado como mudamos, como nos lançamos nas diversas fases...ontem, eu ouvi uma colega dizer:
“A gente tem a fase da auto-piedade, do desprezo, da revolta, da compaixão, do descaso, do gostar demais, do foda-se...”.

Eu estou na fase do descaso alheio, deixo as coisas acontecer...
Me lembro que aos 20, quando sai da casa da minha mãe para dividir apartamento, eu fazia listas para absolutamente tudo, compras, contas, pessoas, trabalho, programas de TV, filmes, livros, limpeza de casa, lazer... tudo absolutamente listado.
Claro q eu nem fazia metade do planejado, sempre atrasado, esquecido, aminésico da vida.
Porém para meu apoio moral, a lista estava lá. Isso me dava uma tremenda segurança, só em saber que existia um roteiro de coisas eu já me sentia melhor...
Hoje, aos 23 anos, mais maduro, mudanças aconteceram, emprego, casa, faculdade, espírito, relacionamentos, amigos... Eu não me importo com o amanhã, ou com o depois. Deixo as coisas acontecerem ao seu tempo. Como quando tenho fome, trabalho quando há trabalho, me divirto com pessoas especiais, e a agenda, ficou em um canto da minha estante pessoal, em branco, absolutamente em branco...

RicardomaisqueVerissimo



quinta-feira, maio 04, 2006

Mesa de Sinuca


Tenho a impressão que o cara que inventou a mesa de Sinuca, deve ter se encontrado em um dado momento de sua vida encurralado. Só pode ser!

Vivo um grande pequeno dilema. Grande por causa das conseqüências e dor que posso causar e pequeno por ser apenas uma a parte afetada.
Seria talvez o mal chamado amor?
Amor? O que seria esse sentimento?
Dizem que por esse sentimento algumas pessoas matam, morrem, deixam de comer, beber...
Isso pra mim ainda é falso moralismo ou falta de auto estima.

Dilema, uma palavra constante em mim, em todos aspectos.
Como acabar com isso? Como dizer Eu Te Amo, sem amar? Como resolver algo não resolvido? São questões que carrego...

Ahh, vida bandida que me leva por caminhos tortos e torpes. Torpes por conta do desejo...

Acho que só Antonin Artaud para me compreender nessa vida de Sinuca:

Jogamos então?
Qual a bola da vez?
Familía? Acho que, amor?!
Hum...Que tal a desejo?!
Não, não, que tal você?! Ou...que tal Eu?
Numa tacada só?
Pode ser!
RicardomaisqueVeríssimo

quarta-feira, maio 03, 2006

OUTONO

Lí numa comunidade do orkut, que uma amiga tornou-se Budista, ela disse ter tido um encontro consigo mesma. Também necessito de um grande encontro comigo mesmo.
Essa é sensação que tenho ao olhar-me por dentro. Os dias estão ficando frios, é 03 de maio hoje, e sinto-me alheio ao meu pequeno universo de coisas...
Coisa boas, bestas, sem importância...sei lá, coisas que as vezes parecem importantes, e que também tornam-se sacal...
Há horas que necessitamos de grandes mudanças, sou movido a isso, mas também a segurança pode parecer boa...pra mim? Não sei. Só sei que ainda sinto falta de algo que talvez ainda nunca tive.
Os dias estão ficando frios, é 03 de maio hoje...
Minha mãe aniverisáriou...ela está alegre com o possível casamento de meu irmão...é hirônica a vida em certos momentos...Eu retornei para casa em 2005, meu irmão irá sair em 2006, o que parecia impossível aconteceu...ele mais que precisa crescer e eu crescido ainda não sei o que preciso.
Os dias estão ficando frios, é 03 de maio hoje...vi logo de manhã no telejornal a crise na Bolívia com a Petrobrás, os cadernos culturais antecipam estréias, e a resenha sobre o livro Os Heróis, terceiro da série Os Intelectuais, que começou há quase 20 anos, escritos por Paul Johnson. Isso trouxe-me velhas perpectivas e revelações em relação aos grandes mestres, como Picasso, um homem comum, não perfeito, que também produziu coisas talvez inúteis...me confortei em relação a isso.
Minha cabeça dói...vou almoçar, hoje é 03 de maio e os dias estão ficando frios...
RicardomaisqueVeríssimo