segunda-feira, dezembro 27, 2010

José

Era manhã, José acordou, levantou e foi para o trabalho. No escritório, José foi chamado a sala de seu chefe e foi criticado, ouviu pacientemente e não contestou. Sem expressão no rosto,  José afirmou seu erro voltou para sua mesa e continuou o trabalho, o dia passou, José desligou seu computador e foi embora. Na rua, José foi abordado por um assaltante, sem expressão de medo ou terror, José ouviu pacientemente suas exigências, tirou R$ 0,15 centavos do bolso e entregou ao assaltante lhe desejando boa sorte, o assaltante sem nada entender, viu José ir embora. Era noite, na sala de aula, José executou as dinâmicas de forma errada e o professor autoritário o apontadou diante de todos os outros alunos, sem expressão, José olhou fixamente para o professor, admitiu o que este constatou e repetiu toda sequencia ordenada. De volta em casa, José tomou banho, jantou, escovou os dentes diante do espelho, notou que seus cabelos estavam brancos e não se espantou. Deitou-se  e com o cobertor José cobriu-se, mas fazia frio, muito frio e na manha seguinte, o coração de José parou...

pe...tri...fi...co...u

2 comentários:

André Lacasi disse...

E é assim que a maioria de nós vivemos: petrificados diante da aceitação. Aceitamos tudo, abaixamos a cabeça e seguimos adiante.

Que bom que voltou, Ricardo (:
Espero ver mais textos teus nesse ano que vai começar.

Anônimo disse...

petrificados. excelente fim, excelente tato literário.
vinícius reis

www.tripudie.wordpress.com