sábado, janeiro 10, 2009

Desdatados

textos escritos em madrugadas passadas...

23/04/2008

Eis me aqui dilacerado novamente...
Essa falta de amor próprio vai me matar um dia.
Por enquanto me vejo morrendo pouco a pouco, dia a dia, semana a semana, mês a mês e por fim... ano a ano.
[Uso descartável]
Meu espelho apenas reflete a imagem as vezes expressiva, as vezes sem expressão.
Meu espelho não é capaz de sentir a dor que sinto;
Não é capaz de juntar os cacos a cada amanhecer do dia;
Meu espelho também nunca costuma mentir quando olhos em seus olhos...
Porém, nem sempre quero acreditar no reflexo que vejo.


13/12 de um ano qualquer... 2h15

Hoje percebo que minhas aspirações, desejos e planos em relação ao futuro são mais pensadas. Talvez as palavras sejam mais contidas.
Antes meus pensamentos pareciam não acompanhar o tempo no relógio. Porém, ainda guardo grandes expectativas em relação ao futuro.
É sempre bom manter a sensação de que algo extraordinário vai acontecer.
Eu ainda mantenho...


Em uma data qualquer... ás 00h42

Acho que sou um peixe que nada contra a corrente das águas.
As pessoas que eram minhas referências estão atrás do sonho. E eu?
Acho que parei no tempo.
Os mesmos cenários, as mesmas pessoas, os mesmos dias...
Mato um leão por dia para respirar em meio as hienas...


2h49

Pois é, voltei...
Mais forte?
Talvez...
Ainda tentando dormir...
E, ao acordar ainda me vejo só.
O tempo continua implacável; outro dia sonhei com ratos.
Mas o que diziam?
Não sei ao certo, mas de acordo com o livro dos sonhos, sonhar com ratos representa um sentimento covarde e evasivo.
Será?
Não me sinto assim, covarde...
Mas, evasivo sim.
Um ser humano com outro qualquer.
Ou um qualquer?
Ultimamente tenho sido questionado por mim mesmo.
Pessoas me acham, pessoas me deixam.
Pergunto-me. Por quê?
O relógio não para e eu não o respeito, meu tempo se esgota e eu me pergunto.
Porque?
Onde paro tudo isso?
Onde é o ponto de partida?
Não sei onde quero chegar, mas sei que se parar eu morro...
Contudo...
Entre hematomas, cicatrizes e fôlegos de vida. Sinto-me consciente e pronto para os próximos acontecimentos.
Não sei muito sobre a vida, mas sei como prosseguir daqui por diante, não tenho uma postura medíocre com o universo ao meu redor.
A dor, a solidão e o desamor me fizeram adquirir pedras para chocar-me entre rochas;
Deram-me fogo para atirar-me contra as chamas;
E abasteceram-me de água para afogar meus medos...
Subjetivo eu?
Não...
Você que ainda não acordou. Boa noite.

Nenhum comentário: